Talvez não encontre a paciência ou empolgação que esperava
pra escrever algo todos os dias, mas pelo menos tentarei duas vezes na semana,
sei que vai ser “divertido” ler o que escrevo daqui a uns anos. Hoje eu e minha
irmã fomos ver a orquestra de câmara Eleazar de Carvalho(Orcec) , no Theatro José de
Alencar, eu fui de saia preta, blusa cinza, meia-calça e sapa-tênis novo “bege-salmon-meio-cintilante”
e a minha irmã foi de vestido florido, um que é tipo de praia, comprido e
franzido em cima e solto em baixo. Pode ser considerado estupidez escrever
sobre nossa roupa, mas sei que vou apreciar isso no futuro, kk. Bem, eu hoje
agora pouco terminei de ver o epsódia 6 da 3 temporada de “Falling skies”, eu
realmente gostei dessa série, e coloquei pra baixar “The walking dead”, pra ver
depois se eu curto. Eu “personalizei” uma bolsa que a minha irmã me deu a um
tempo, uma toda grosseira que ela ganhou em um congresso de química, eu
desenhei uma boneca com pincel e pintei ao redor com esmalte e o cabelo dela e “moldura”
com tinha pra tecido. Bem, ficou mais ou menos legal e um bocado infantil, I
don’t care, eu escrevi em inglês porque realmente pensei em inglês isso, kk. Bem,
acho que devo dizer que no fim de semana vou a um encontro lá da igreja, o nome
é “vida - 3 de mulheres”, dizem que todo mundo deve fazer esse encontro quando
possível, tem a “versão” masculina too. Minha irmã vai pagar a taxa (195) pra mim.
Eu quero ir, espero mesmo gostar. Bem, eu quero ser sinceramente cristã, é o
que mais acho que faz sentido nessa vida, mas, tenho medo de não conseguir
captar realmente o que preciso pra isso. Há coisas que sei que são erradas,
como roubar, mas no fundo não consigo aceitar que todo roubo é igual e não sei
se me arrependo das vezes que já furtei. Eu estava vendo uns vídeos no youtube,
sobre as manifestações, sabe? Eu não fui a nenhuma e parte de mim se envergonha
por isso, me considerei um tanto covarde e medrosa e até evitei atender o
celular ou ficar on no face pra não ter que dar explicações pra ninguém. Mas,
eu sempre soube, parte de mim, a maior parte de mim acredita que paz é a melhor
resposta mesmo sendo necessária a guerra, pois sabemos que irá acontecer, não
importa como. Nós estamos mesmo chegando ao fim, eu sei e todos nós sabemos,
mas muitos se enganam. Não me arrependo de não ter ido às ruas e de não ter
gritado tanto por justiça, no fundo sei que a justiça dos homens não deveria
ser nosso sincero desejo, mas devemos querer a justiça de Deus, isso sim, e ela
virá, não importa como ou quando, ela virá. Eu quero encontrar Jesus, quero
entender sua palavra, mas quero muito mesmo me conectar com ele, mas não sei
como ou o que de fato verdadeiramente me afasta dele. Ok, eu fui atrás de saber
mais sobre o “tal” Olavo de Carvalho, que está em tantos vídeos com títulos que
me interessaram e intrigaram, e eu o admiro, tal como o fiz praticamente desde
o primeiro “discurso” que o vi fazer. Eu me identifiquei com ele e tive inveja
dele, uma inveja boa, porque me vi capaz de ser como ele, sábio, inteligente,
esperto e pelo que notei “conhecedor” de si mesmo. Minha prima consumava dizer
que eu tinha “consciência” de mim mesma e isso era muito “massa”. Quando eu
assisti “Mr. Noboby” eu me identifiquei com ele porque um dos “ele” fez certos
planos e os concretizou, até que chegou uma hora em que não parecia ter planos
em mente e ele tentou se matar. Isso é triste, actualy, porque me sinto como em
uma pequena bola às vezes, como se soubesse sempre o que vai acontecer ou como
se soubesse que estou pronta pra qualquer coisa. Eu tenho medos e pode soar
ridículo, mas eu acho que amo meus medos, eles me mostram que não sei o que
pode acontecer, embora acredite que sim. Tudo pode acontecer e eu sei que sim,
mas não queria apenas saber, queria sentir isso, sentir que novas coisas podem
vir, que surpresas “surpreendentes” podem sim acontecer, milagres podem
acontecer, quero acreditar nisso, quero muito mesmo acreditar porque sei que
quando o fizer, me sentirei livre, livre pra ser feliz e parar se analisar tudo
ao meu redor e dentro de mim. Eu estou cansada de ser assim, pensar tanto e
fazer tão pouco, imaginar tanto e esperar tão pouco. Eu estou exausta, estou
exausta de esperar algo que nunca virá, cansada dessa porra de esperança que tenho
no incrível que pode simplesmente nunca existir. Eu me comparo agora até ao meu
primo, que tanto critico por nunca ter feito nada. Ele mora no mesmo interior
em que nasceu e tem uma ano a mais que mim( tenho 23) e nunca trabalhou mais
que um ano em lugar nenhum, na verdade nem sei se já trabalhou na vida. Ele
escrevia “a a” como sendo “à” já depois da 8 série. Ele assistia “Velozes e Furiosos”
e sonhava em ter os mesmos carro que via, “pegar” as garotas no “nível” das que
via. Ele dizia que queria sair de lá, mas só quando arrumasse um emprego e tal.
Eu arranjei um emprego um tempo depois de terminar o ensino médio. Eu era
vendedora de uma loja de vários artigos, desde roupas de bebê a porta-joias e brinquedos,
ganhava apenas 3% do que vendia e trabalhava de 7 a 19 de segunda a sexta e de
7 às 14 ou um pouco mais nos sábados. Não chegava a ganhar mais que 300 por
mês, acredito, não lembro exatamente, mas o meu maior “salário” foi 400 reais,
no natal, quando vendíamos muito. Minha rotina era trabalhar, ir à igreja
(católica na época), assistir filmes (dvds alugados) com minha prima, banhar no
rio... Eu me lembro de gostar dessa época, acho que eu era relativamente feliz.
O que sei é que eu amo minha irmã, muito mesmo e estou meio “deprê” porque sei
que ela vai pra Portugal ainda esse ano, não sei quando vai voltar direito e na
verdade eu tenho muito medo, muito medmo mesmo de perde-la, e é aqui que eu
odeio profundamente essa porcaria de medo, não sei porque disse que o amo, ele
me controla, me deixa triste e abatida, eu o odeio, que merda! Eu amo minha
irmã e não sei o que acontecerá se ela morrer, tenho medo, medo de mim, do que
posso fazer, preciso de Deus, preciso desabafar, preciso de alguém, um amigo,
um amor, não sei, mas quero alguém em quem confiar, como confio na minha irmã,
ela é a única em quem confio, a única, essa é a verdade e aonde mora meu medo,
meu maior medo. Se não houver um futuro com minha irmã nele, não sei se quero
que exista um futuro, isso é o que sinto. Pensar em formas de provar o amor é
fácil ou talvez difícil, mas senti-lo, acredito que sabemos, sentimos quando é
amor mesmo. Eu sei que amei pessoas que não estão mais na minha vida agora e eu
tentei sair da vida da minha irmã também, acho que inconscientemente tentei
fugir do que sentia, sabia que ela iria pra Portugal e não queria me despedir,
acho que essa é a verdade. Já nos separamos antes, eu me lembro e jamais vou
esquecer, mas, não quero isso de novo, não mesmo, embora saiba que é o melhor
pra ela e saiba que pode ser o melhor pra mim. Eu cresci muito sem ela e
aprendi muito e não seria tão “forte” e independente sem ter me afastado dela
como aconteceu, mas ainda assim, eu não quero, não quero que ela vá. Tenho
medo, talvez esse medo seja um pressentimento, quem pode saber? E se o avião
cair ou eu não sei, algo acontecer e eu nunca mais vê-la? Eu me sinto presa ao
medo agora e só quero me libertar, só isso que quero, me libertar e entender que nada que aconteça pode melhorar ou piorar
o que existi, o que sou e o que será do mundo. Sobreviver é o dilema, é o meu
dever for now.
T+, people...
19/07/2013
01:37

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